MERCADO FINANCEIRO

Ouro atinge novo recorde e ultrapassa US$ 5.000; prata dispara 14%

Busca por ativos de segurança impulsiona metais preciosos em meio a tensões geopolíticas e incertezas nos EUA

Publicado em 26/01/2026 às 16:07
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial Nano Banana (Google Imagen)

O ouro encerrou esta segunda-feira, 26, em forte alta, renovando máxima histórica ao superar a marca dos US$ 5.000 por onça-troy. O movimento reflete o aumento das tensões geopolíticas, o risco de nova paralisação do governo dos Estados Unidos e a expectativa pela decisão do Federal Reserve (Fed) sobre os juros nesta semana. O enfraquecimento do dólar também contribuiu para a valorização dos metais preciosos.

Na Comex, divisão de metais da Bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para fevereiro subiu 2,06%, fechando a US$ 5.082,50 por onça-troy. Já a prata para março avançou expressivos 14,0%, cotada a US$ 115,504 por onça-troy, após saltar mais de 15% ao longo do dia e se aproximar dos US$ 120.

Ambos os metais registraram máximas históricas de preço e de fechamento nesta sessão.

Além das incertezas globais, as chances de um novo shutdown do governo norte-americano a partir de 31 de janeiro aumentaram, impulsionando ainda mais a busca por ativos considerados seguros. Sinais de resistência dos democratas em relação ao orçamento elevaram a probabilidade de paralisação, que, segundo traders da Polymarket, era estimada em cerca de 80% por volta das 15h30 (horário de Brasília).

A analista de mercado da Capital.com, Daniela Hathorn, destacou que a confiança instável no dólar também impulsiona os preços dos metais. Investidores preocupados com as tensões geopolíticas e possíveis interferências do governo Trump na independência do Fed buscam "refúgio em ativos fora da influência política". No fim de semana, o governo republicano ameaçou impor tarifas de 100% ao Canadá caso Ottawa avance em acordos com a China.

O Société Générale projeta que o ouro possa atingir US$ 6.000 por onça-troy até o final do ano, considerando essa estimativa como "conservadora" diante do cenário atual. Segundo o banco, o movimento é impulsionado pelos fluxos de ETFs, que já superam a demanda dos bancos centrais.

Entre outros metais preciosos, a platina para abril subiu 5%, fechando a US$ 2.878,10 por onça-troy, após também renovar máxima histórica em US$ 2.925,00. O paládio para março registrou alta de quase 8%, cotado a US$ 2.189,30 por onça-troy.

Com informações da Dow Jones Newswires