DIPLOMACIA NUCLEAR

Rússia pressiona por inclusão de Reino Unido e França em diálogo sobre armas nucleares

Moscou defende participação de europeus em futuras negociações de desarmamento e aguarda resposta dos EUA sobre extensão do New START.

Por Sputinik Brasil Publicado em 26/01/2026 às 20:15
Rússia defende participação de Reino Unido e França nas negociações sobre desarmamento nuclear. © AP Photo / Efrem Lukatsky

A Rússia reiterou nesta segunda-feira (26) a necessidade de incluir França e Reino Unido nas negociações sobre armas nucleares, caso um novo acordo venha a ser elaborado. A posição foi defendida pelo representante permanente russo junto às organizações internacionais em Viena, Mikhail Ulyanov.

"Estamos levantando a questão do envolvimento de Paris e Londres nas negociações sobre desarmamento nuclear não em um futuro indefinido, mas assim que houver avanços no desenvolvimento de um novo acordo", afirmou Ulyanov ao jornal Izvestia.

O diplomata russo avaliou ainda que a disposição da França em considerar a participação nas negociações, condicionada à redução dos arsenais por Rússia e Estados Unidos, é uma recusa disfarçada.

"O envolvimento de países europeus nas negociações sobre desarmamento nuclear não está sendo discutido em Viena nem em nenhum outro lugar", ressaltou Ulyanov.

Extensão do New START por um ano

O representante também declarou que a Rússia ainda aguarda uma resposta dos Estados Unidos à proposta de prorrogar, por pelo menos um ano, os principais parâmetros quantitativos do acordo estratégico de redução de armas nucleares New START.

Recentemente, o presidente Vladimir Putin anunciou que Moscou está disposta a continuar cumprindo as restrições do tratado por mais um ano após 5 de fevereiro de 2026, desde que haja reciprocidade dos Estados Unidos.

O então presidente dos EUA, Donald Trump, chegou a considerar a proposta de Putin como uma boa ideia.

"Ainda assim, vale lembrar que a Rússia propôs a extensão dos principais parâmetros quantitativos do New START por pelo menos um ano. Não houve resposta", concluiu Ulyanov.