Porta-aviões Abraham Lincoln chega ao Oriente Médio em meio a tensões com o Irã
Deslocamento da embarcação reforça presença militar dos EUA na região e eleva clima de instabilidade
O Comando Central dos EUA anunciou nesta segunda-feira (26) que o Grupo de Ataque do Porta-Aviões USS Abraham Lincoln está agora posicionado no Oriente Médio, após cruzar o Oceano Índico. A missão foi descrita como uma ação para promover "segurança e estabilidade regionais".
Segundo o Wall Street Journal, a chegada do porta-aviões amplia as opções militares dos Estados Unidos, em um momento em que as tensões com o Irã permanecem elevadas.
Um membro da Comissão de Segurança Nacional e Política Externa do Parlamento do Irã alertou que, caso os EUA cometam o que chamou de erro ao atacar a República Islâmica, soldados norte-americanos deveriam se despedir de suas famílias, sugerindo graves consequências em caso de confronto.
O ex-presidente Donald Trump afirmou em entrevista ao portal Axios, também nesta segunda-feira, que a situação com o Irã está "em fluxo". Ele destacou que o comboio militar dos EUA rumo à costa iraniana é maior que o enviado à Venezuela no ano passado. "Eles querem fazer um acordo. Eu sei disso. Ligaram em várias ocasiões. Eles querem conversar", disse Trump.
Trump revelou ainda que chegou a considerar autorizar ataques contra alvos no Irã no início do mês, mas preferiu adiar a decisão enquanto reforçava a presença militar dos EUA na região. De acordo com o Axios, fontes próximas ao assunto afirmam que Trump ainda não tomou uma decisão final sobre os próximos passos.
A expectativa é que novas consultas ocorram ao longo da semana, com a apresentação de opções militares adicionais, agora reforçadas pela chegada do grupo de ataque ao Oriente Médio.
O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, respondeu às declarações americanas afirmando que o Irã não se limitará a uma retaliação após um eventual ataque, considerando o direito à "legítima autodefesa".
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, declarou que a recente onda de protestos no país contou com a atuação de "elementos terroristas liderados do exterior", que teriam iniciado ataques armados contra forças policiais e de segurança.
Segundo Araghchi, os episódios de violência não refletem protestos espontâneos, mas sim uma estratégia externa para provocar uma escalada do conflito e criar condições para uma possível intervenção internacional liderada pelos Estados Unidos.
Por Sputinik Brasil