Campos magnéticos caóticos de Urano e Netuno podem ser explicados por água superiônica
Nova pesquisa sugere que a presença de água superiônica nos interiores de Urano e Netuno explica os campos magnéticos irregulares desses planetas.
Nos ambientes extremos de Netuno e Urano, a água é submetida a pressões e temperaturas tão elevadas que assume uma fase exótica conhecida como água superiônica — um tipo de gelo quente e escuro, impossível de ser encontrado naturalmente na Terra.
Por décadas, cientistas levantaram a hipótese de que essa substância seria a responsável pelos campos magnéticos irregulares detectados pela sonda Voyager 2 nesses planetas. A água superiônica apresenta propriedades de sólido e líquido ao mesmo tempo: enquanto os átomos de oxigênio formam uma estrutura cristalina, os de hidrogênio se movimentam livremente, permitindo a condução de eletricidade.
A teoria tradicional apontava que essas redes cristalinas teriam estruturas perfeitas, como as formas cúbicas de corpo centrado ou de faces centradas. Novos estudos, porém, indicam que a complexidade dessas estruturas pode ser a chave para entender os campos magnéticos caóticos de Urano e Netuno.
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Por Sputnik Brasil