Tesouro aponta saldo de operações de crédito garantidas pela União em R$ 336,6 bilhões ao fim de 2025
Montante representa alta de 0,84% em relação a 2024; Estados concentram 68,6% da dívida garantida pelo governo federal.
O saldo das operações de crédito com garantia da União chegou a R$ 336,648 bilhões ao final de 2025, conforme informou o Tesouro Nacional nesta terça-feira, 27. O valor representa um crescimento nominal de 0,84% em comparação ao fim de 2024, quando o saldo era de R$ 333,858 bilhões.
As operações internas somaram R$ 153,330 bilhões em 31 de dezembro de 2025, alta de 15,40% frente aos R$ 132,864 bilhões registrados no final de 2024. Já o saldo das operações externas apresentou queda de 8,79% no período, passando de R$ 200,994 bilhões para R$ 183,318 bilhões.
Os Correios, que no fim do ano passado captaram um empréstimo de R$ 12 bilhões com garantia da União junto ao Banco do Brasil, Bradesco, Santander e Caixa, respondem por apenas 3% do saldo total das operações garantidas, ou R$ 10 bilhões, segundo o Relatório Quadrimestral de Operações de Crédito Garantidas (RQG).
Entre as estatais federais, destacam-se Eletronuclear (R$ 2,679 bilhões, ou 0,8%) e Axia (ex-Eletrobras), com R$ 197,39 milhões (0,1%). As garantias da União à Axia foram mantidas após a privatização. No total, as estatais respondem por 3,8% do saldo devedor.
No grupo dos bancos federais, BNDES e Caixa lideram os saldos de operações garantidas, com 6,6% (R$ 22,194 bilhões) e 0,6% (R$ 1,990 bilhão), respectivamente. Entre as entidades controladas, destacam-se Sabesp, com 1,5% (R$ 5,161 bilhões), e BRDE, com 0,5% (R$ 1,596 bilhão). Juntos, os bancos federais detêm 7,2% do saldo devedor.
Estados
O Estado de São Paulo possui o maior saldo devedor entre as unidades federativas, com R$ 38,054 bilhões (11,3% do total em 31 de dezembro de 2025). Em seguida aparecem o Rio de Janeiro (8,3% ou R$ 28,045 bilhões), Bahia (5,8% ou R$ 19,386 bilhões), Ceará (5% ou R$ 16,706 bilhões) e Minas Gerais (4,9% ou R$ 16,466 bilhões). Ao todo, os Estados concentram 68,6% da dívida garantida.
Já os municípios brasileiros respondem por 17,5% do saldo devedor, com destaque para Rio de Janeiro (2,9% ou R$ 9,852 bilhões), São Paulo (1,8% ou R$ 6,158 bilhões), Manaus e Fortaleza, ambos com 1% do total (cerca de R$ 3,20 bilhões cada).