POLÍTICA NACIONAL

Celso Amorim sugere aumento de gastos em defesa para 2% do PIB

Assessor especial da Presidência argumenta que cenário internacional exige revisão da política de defesa, mas descarta armamento nuclear.

Publicado em 27/01/2026 às 15:03
Celso Amorim propõe elevar gastos em defesa para 2% do PIB, priorizando sistemas avançados e projetos estratégicos. © Sputnik / Guilherme Correia

O assessor especial da Presidência, Celso Amorim, defendeu em artigo publicado na revista Carta Capital o aumento dos gastos em defesa para 2% do Produto Interno Bruto (PIB).

No texto, Amorim destaca que o contexto internacional mudou significativamente desde 1988, quando o Brasil decidiu não desenvolver armas nucleares e incluiu essa diretriz na Constituição. Segundo ele, diante de ameaças externas, como a atuação dos EUA na América do Sul, é necessário repensar a política de defesa nacional.

Apesar do novo cenário, Amorim ressalta que buscar o armamento nuclear não é a solução, pois isso tornaria o Brasil alvo de possíveis "agressões preventivas". Em vez disso, ele propõe o desenvolvimento de sistemas avançados de defesa antiaérea, cibernética, drones e a continuidade de projetos como o submarino nuclear brasileiro.

"Para isso, será necessário aumentar a participação da Defesa no orçamento do país, chegando talvez a 2% do PIB, com a garantia de que os recursos adicionais seriam utilizados apenas para investimentos e manutenção e manejo dos sistemas", afirmou o assessor.

Por Sputinik Brasil