MERCADO DE ENERGIA

Petrobras tem 2,9 GW de térmicas para contratação em 2026 e 2027, afirma diretora

Angélica Laureano destaca ajustes do MME e potencial da estatal em leilões de reserva de capacidade

Publicado em 27/01/2026 às 15:46
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial Nano Banana (Google Imagen)

Durante evento promovido pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) sobre o mercado de gás natural, a diretora de Transição Energética e Sustentabilidade da Petrobras, Angélica Laureano, reafirmou nesta terça-feira, 27, que a estatal possui 2,9 gigawatts (GW) de usinas termelétricas disponíveis para contratação em 2026 e 2027, por meio de leilões de reserva de capacidade. Ela também comentou os recentes ajustes realizados pelo Ministério de Minas e Energia (MME) no processo.

Segundo Laureano, a portaria normativa publicada nesta terça traz avanços para o setor. “Melhora um pouco o jogo porque reduz a quantidade de valor que se tem que colocar em Receita Fixa (RF)”, afirmou a executiva a jornalistas. “E há a divisão da tarifa de transporte em duas, com a entrada do gás ficando a cargo do supridor e a saída com a térmica”, completou.

Estão previstos para março deste ano dois leilões de reserva de capacidade: o primeiro, em 18 de março, será destinado à contratação de usinas termelétricas a gás natural, carvão mineral e hidrelétricas; o segundo, em 20 de março, contemplará usinas termelétricas a óleo combustível e biodiesel.

O ajuste nas diretrizes do MME determina ainda que as usinas devem garantir transporte firme de gás natural para pelo menos 70% da operação do empreendimento, percentual inferior aos 100% exigidos anteriormente.

Claudia Brun, vice-presidente de Estratégia e Desenvolvimento de Negócios da Equinor, avaliou que a redução traz alívio aos participantes, mas levanta pontos de atenção. “Precisamos pensar em soluções para assegurar a recontratação da capacidade e competitividade do leilão”, observou. “A estratégia do governo de colocar projetos termelétricos a gás conectados ao Sistema de Transporte de Gás Natural (STGN) competindo com aqueles que não estão conectados não foi a mais acertada para assegurar a recontratação das térmicas”, pontuou.

As executivas participaram do evento realizado na Firjan, que reuniu representantes do setor para debater o futuro do mercado de gás natural no Brasil.