MEIO AMBIENTE

Governo de Minas autua Vale por danos ambientais após vazamento em Congonhas

Mineradora é responsabilizada por poluição e omissão em acidente que atingiu córregos; prefeitura suspende alvarás

Publicado em 27/01/2026 às 18:20
Reprodução

O governo de Minas Gerais identificou danos ambientais provocados pelo vazamento de água e lama em duas estruturas de drenagem (sumps ou sumidouros) da mineradora Vale, na cidade de Congonhas. Segundo o Executivo estadual, houve carregamento de sedimentos e assoreamento de córregos na região.

A Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) determinou que a Vale adote medidas emergenciais, incluindo ações de limpeza e monitoramento do curso d'água afetado. A empresa também deverá apresentar um plano de recuperação para limpeza das margens, desassoreamento e outras ações necessárias para restaurar o córrego.

A mineradora será autuada pelo governo mineiro por "intervenções que resultaram em poluição e danos aos recursos hídricos e ao meio ambiente, além de possível prejuízo à saúde e ao bem-estar da população". A Vale também será responsabilizada por "não comunicar o acidente ambiental dentro do prazo legal de até duas horas após a ocorrência".

Procurada, a Vale não respondeu aos questionamentos até a publicação desta reportagem. O espaço permanece aberto para manifestação da empresa. A prefeitura de Congonhas suspendeu os alvarás de funcionamento da Vale no município.

Os vazamentos

O primeiro vazamento ocorreu na mina Fábrica, no domingo, 25. Poucas horas depois, ainda no mesmo dia, houve novo vazamento de água e lama na mina Viga. Estima-se que cerca de 260 mil metros cúbicos de água tenham sido lançados nos rios de Congonhas.

A prefeitura local informou que não houve feridos, o abastecimento de água da cidade não foi afetado e comunidades ou vias não sofreram danos.