ACORDO INTERNACIONAL

Alckmin reconhece entrave no acordo Mercosul-UE, mas promete celeridade do Brasil

Presidente em exercício destaca que governo enviará ao Congresso pedido para internalizar tratado e reforça oportunidades econômicas com a União Europeia.

Publicado em 27/01/2026 às 18:18
Geraldo Alckmin © telegram SputnikBrasil / Acessar o banco de imagens

O presidente em exercício e ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Geraldo Alckmin, afirmou nesta terça-feira (27) que houve um "percalço" na tramitação do acordo entre Mercosul e União Europeia, mas garantiu que o governo brasileiro vai "acelerar" para superar sua parte das barreiras que impedem a entrada em vigor do tratado.

Na última semana, o Parlamento Europeu solicitou ao Tribunal de Justiça da União Europeia um parecer jurídico sobre a conformidade do acordo Mercosul-UE com os tratados do bloco, o que paralisou a implementação do pacto.

"Tivemos um percalço, que é uma questão jurídica, mas o Brasil vai acelerar a sua parte. O presidente Lula encaminhará ao Congresso Nacional o pedido para a internalização do acordo no nosso país", afirmou Alckmin.

O presidente em exercício também destacou que o acordo de adequação de dados pessoais entre Brasil e União Europeia deve impulsionar o comércio digital entre o país e o bloco europeu, podendo crescer quase dois dígitos. Alckmin ressaltou ainda que o tratado entre Mercosul e UE abre inúmeras oportunidades de negócios bilaterais, especialmente em áreas como terras raras e minerais estratégicos.

"Somos vocacionados a trabalhar juntos: Brasil, Mercosul e União Europeia. Este acordo que hoje celebramos vem ao encontro desse acordo histórico entre Mercosul e União Europeia. Fortalece, agiliza e complementa. As oportunidades são inúmeras: terras raras, minerais estratégicos. Temos inúmeras possibilidades de investimentos, complementaridade econômica e integração produtiva", declarou Alckmin.

Nesta terça-feira, Alckmin também reconheceu a reciprocidade entre Brasil e União Europeia quanto à equivalência dos padrões elevados de proteção de dados pessoais e privacidade.

Segundo a Secretaria de Comunicação Social da Presidência (Secom), a decisão representa um marco jurídico de confiança para garantir a transferência internacional de dados pessoais entre Brasil e UE.