Bolsas de NY fecham sem direção definida; tecnologia avança e UnitedHealth despenca
Setor de tecnologia impulsiona Nasdaq e S&P 500, mas queda expressiva da UnitedHealth pressiona Dow Jones para baixo
As bolsas de Nova York encerraram a terça-feira, 27, com resultados divergentes, em uma sessão marcada pelo forte desempenho do setor de tecnologia. O otimismo dos investidores com os balanços corporativos da semana levou o S&P 500 a registrar novo recorde histórico durante o pregão.
O Dow Jones recuou 0,83%, fechando aos 49.003,41 pontos, enquanto o Nasdaq avançou 0,91%, atingindo 23.817,10 pontos. Já o S&P 500 subiu 0,41%, encerrando em 6.978,60 pontos e renovando tanto o recorde de fechamento quanto a máxima intradiária, que chegou a 6.988,82 pontos.
Entre os destaques positivos em Wall Street, o grupo das "Sete Magníficas" se sobressaiu. As ações da Apple valorizaram 1,1% e as da Microsoft, 2,19%. Meta, Microsoft e Tesla divulgam seus resultados após o fechamento do pregão desta quarta-feira, enquanto a Apple apresentará seus lucros na quinta-feira.
Em contrapartida, as ações da UnitedHealth despencaram 19,6% após a companhia anunciar forte queda no lucro do quarto trimestre. O papel também foi pressionado por relatos de que as taxas de pagamento do Medicare para 2027 ficaram abaixo das expectativas de Wall Street, em meio a pressões do governo Trump para reduzir os custos com assistência médica nos Estados Unidos.
O pessimismo se espalhou para outras empresas do setor de saúde: as ações da CVS Health caíram 14,2% e as da Humana recuaram 21%.
No cenário internacional, a crise da Groenlândia e as tensões entre Estados Unidos e União Europeia permanecem no radar, especialmente após o bloco europeu fechar um acordo de livre comércio (FTA) com a Índia, interpretado como resposta às tarifas agressivas do presidente Donald Trump.
No âmbito macroeconômico, a confiança do consumidor apresentou forte queda em janeiro. Segundo analistas do ING, o recuo reflete o impacto dos preços resultantes da guerra tarifária e a incerteza quanto aos rumos da política comercial.