Trabalhadores da Avibras pedem intervenção do governo após três anos de crise
Funcionários enfrentam atrasos salariais e verbas rescisórias; sindicato pressiona Alckmin por soluções
Referência nacional na indústria de defesa, a Avibras atravessa uma crise financeira agravada desde 2022. Há 34 meses, mais de 900 funcionários convivem com atrasos de salários, verbas rescisórias e outros direitos trabalhistas.
Em busca de soluções, representantes do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região se reuniram com o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin (PSB), na sede do ministério, em Brasília.
Segundo o sindicato, o objetivo do encontro é pressionar o governo federal a intervir para salvar a empresa, considerada a maior do setor bélico nacional. Entre as propostas apresentadas está a aquisição, pelo Exército, de produtos fabricados pela Avibras, como sistemas de artilharia, veículos blindados, mísseis, foguetes e veículos aéreos não tripulados (VANTs).
“O investimento do governo federal é fundamental para o retorno das atividades da Avibras”, afirmou Weller Gonçalves, presidente do sindicato.
Salários e verbas rescisórias atrasados há quase três anos
Com o agravamento da crise, salários e verbas rescisórias seguem em atraso há quase três anos. Na última semana, o sindicato retomou negociações com a empresa para o pagamento dos valores devidos e tem nova reunião marcada com a direção da Avibras para a próxima quarta-feira (28).
De acordo com a entidade, a administração manifestou intenção de retomar as atividades inicialmente com 210 trabalhadores, podendo chegar a 450 até a metade de 2026.
“O Sindicato espera que, desta vez, o governo confirme os investimentos necessários para a volta da Avibras, pois já se passaram três anos e nada de concreto foi feito”, concluiu a entidade sindical.