VIOLÊNCIA CONTRA ANIMAIS

Cachorro comunitário é morto a tiros no Paraná em novo caso de maus-tratos

Abacate, cão cuidado por moradores de Toledo, não resistiu aos ferimentos após ser baleado. Comunidade organiza manifestação pedindo justiça.

Publicado em 28/01/2026 às 08:53
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial Nano Banana (Google Imagen)

Abacate, um cachorro comunitário do bairro Tocantins, em Toledo, no oeste do Paraná, morreu na terça-feira (27) após ser baleado. O animal era cuidado por moradores da região e sua morte gerou comoção local.

De acordo com a coordenadora de Proteção e Defesa Animal do município, Cinthia Moura, o cão foi encontrado ferido por integrantes da comunidade na manhã de terça-feira. Ele foi levado a um hospital veterinário particular, onde passou por uma cirurgia de emergência. A bala atingiu o intestino de Abacate, que não resistiu aos ferimentos.

Cinthia informou que a Coordenação de Proteção e Defesa Animal de Toledo foi acionada pela médica veterinária responsável pelo atendimento. O caso foi encaminhado à Polícia Civil do Paraná.

A reportagem procurou a Polícia Civil do Paraná, mas não obteve retorno até o momento. O espaço permanece aberto para manifestação. Ainda não há informações sobre o autor dos disparos.

Leandro Volanick, morador do bairro Tocantins, compartilhou fotos de Abacate nas redes sociais e lamentou a perda: "Mais um anjinho no céu. Você venceu, campeão, já quem fez isso contigo não tem perdão", escreveu. A comunidade organizou uma manifestação para as 10h do próximo sábado (31), no Parque do Povo de Toledo, para pedir justiça. "Ele não pode ser esquecido", afirmou Volanick.

Cão Orelha

A morte de Abacate ocorre na mesma semana em que o caso do cão comunitário Orelha ganhou repercussão nacional. Orelha foi agredido por um grupo de adolescentes no início do mês, em Florianópolis (SC).

Segundo o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), o animal sofreu lesões graves na região da cabeça e precisou ser submetido à eutanásia durante atendimento veterinário, devido à gravidade dos ferimentos.

A Polícia Civil de Santa Catarina identificou pelo menos quatro adolescentes suspeitos de envolvimento nas agressões. Na segunda-feira (26), foram cumpridos mandados de busca e apreensão nas residências dos suspeitos, com apreensão de celulares e notebooks, mas ninguém foi detido.