TRAGÉDIA EM COMUNIDADE

Incêndio destrói sete barracos no Dique da Vila Gilda, em Santos

Fogo mobilizou 30 bombeiros e moradores; não houve vítimas, mas área de 300 m² foi atingida

Publicado em 28/01/2026 às 09:11
Incêndio destrói barracos e mobiliza bombeiros e moradores no Dique da Vila Gilda, em Santos

Um incêndio de grandes proporções atingiu, na noite desta terça-feira (27), por volta das 21h, entre seis e sete barracos na comunidade do Dique da Vila Gilda, localizada na zona noroeste de Santos (SP). De acordo com o Corpo de Bombeiros, não houve registro de mortos ou feridos. Aproximadamente 300 metros quadrados foram consumidos pelas chamas, exigindo a mobilização de 30 bombeiros, que contaram com o apoio dos próprios moradores no combate ao fogo.

O prefeito de Santos, Rogerio Santos, manifestou-se em suas redes sociais:

“Meu agradecimento ao Corpo de Bombeiros e à própria comunidade, que se uniu com solidariedade e coragem para evitar que o fogo se alastrasse. Em momentos difíceis, a união faz toda a diferença”, escreveu o gestor municipal.

Histórico de incêndios

A comunidade do Dique da Vila Gilda, que tem população estimada em cerca de 25 mil pessoas, já enfrentou outros episódios semelhantes. No ano passado, ocorreram dois incêndios, sendo o maior deles em agosto, quando 100 residências – muitas delas palafitas – foram destruídas. Na ocasião, uma pessoa morreu e 331 famílias foram afetadas, das quais 33 precisaram ser encaminhadas para abrigos temporários.

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Reurbanização e regularização fundiária

Em outubro do ano passado, a Prefeitura de Santos firmou um contrato de cooperação técnica com o governo federal para regularização fundiária de áreas pertencentes à União no Dique da Vila Gilda. Essa etapa integra o processo de reurbanização da região mais crítica da comunidade, onde há cerca de 4.600 imóveis.

Segundo o município, o próximo passo será a criação de um comitê gestor, formado por representantes da prefeitura e da União, para operacionalizar o plano de trabalho e elaborar o projeto de regularização fundiária, incluindo melhorias como saneamento básico, regularização das ligações elétricas e abertura de ruas.

O projeto de reurbanização também prevê a construção do Parque Palafitas, que contará com unidades habitacionais de madeira, com painéis pré-moldados, sobre uma quadra de concreto sustentada por 212 estacas, semelhantes às usadas em terminais portuários. O investimento previsto é de cerca de R$ 29 milhões. Além disso, outras 60 moradias com estrutura modular serão erguidas na Vila Gilda, ao custo de R$ 22 milhões.