TENSÃO NO ORIENTE MÉDIO

Trump pressiona Irã por novo acordo nuclear após envio de armada naval

Ex-presidente dos EUA eleva tom e diz que tempo para negociação está se esgotando; frota liderada pelo porta-aviões Abraham Lincoln reforça pressão militar.

Publicado em 28/01/2026 às 09:49
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial Nano Banana (Google Imagen)

O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a aumentar a pressão sobre o Irã nesta quarta-feira (28), ao anunciar que uma "grande armada" naval americana está se deslocando rapidamente em direção ao país, em meio à escalada de tensões no Oriente Médio. Em publicação na Truth Social, Trump destacou que a frota é "maior do que a enviada à Venezuela" e é liderada pelo porta-aviões Abraham Lincoln.

Segundo Trump, a armada segue "com grande poder, entusiasmo e propósito" e está "pronta, disposta e capaz de cumprir rapidamente sua missão, com velocidade e violência, se necessário". Ele afirmou esperar que Teerã aceite negociar rapidamente um acordo "justo e equitativo", que exclua explicitamente o desenvolvimento de armas nucleares. "O tempo está se esgotando", alertou, ressaltando que a situação é "realmente essencial".

Na mensagem, Trump também mencionou a Operação Midnight Hammer, realizada em junho do ano passado, descrita como de "grande destruição", e advertiu que uma nova ofensiva seria "muito pior". "Façam um acordo. Eles não fizeram, e houve a operação. O próximo ataque será muito mais grave. Não deixem isso acontecer novamente", disse.

A nova ameaça surge um dia após Trump afirmar, em entrevista, que espera não precisar usar a "grande armada" contra o Irã, embora mantenha a pressão militar e sinalize abertura à via diplomática. O envio do grupo de ataque do porta-aviões Abraham Lincoln ao Oriente Médio ampliou as opções militares dos EUA, segundo autoridades de defesa, em um momento de forte instabilidade interna no Irã.

O país persa enfrenta uma onda de protestos contra o governo, com mais de 6 mil mortos segundo organizações de direitos humanos, número contestado pelo regime iraniano. Paralelamente, há relatos de contatos informais entre autoridades iranianas e o enviado especial da Casa Branca, Steve Witkoff, embora Teerã negue a existência de negociações formais em andamento.