SAÚDE PÚBLICA

Vírus Nipah: governo indiano reafirma apenas dois casos e reforça monitoramento

Ministério da Saúde da Índia desmente boatos sobre surto e detalha medidas de contenção após infecção de duas enfermeiras

Publicado em 28/01/2026 às 12:42
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial Nano Banana (Google Imagen)

O Ministério da Saúde da Índia confirmou nesta terça-feira, 27, que apenas dois casos de infecção pelo vírus Nipah foram registrados no país desde dezembro.

De acordo com nota oficial, divulgada para combater informações exageradas sobre o surto, os dois casos ocorreram no estado de Bengala Ocidental e envolvem duas enfermeiras que trabalham no mesmo hospital. Ambas seguem internadas, apresentando insuficiência respiratória e encefalite.

O ministério informou ainda que 196 pessoas que tiveram contato com as pacientes foram rastreadas, monitoradas e testadas, todas com resultado negativo para o vírus Nipah.

Após a confirmação das infecções, autoridades locais implementaram medidas de contenção para evitar a propagação do vírus. Segundo a pasta, a situação permanece sob vigilância constante.

O que é o vírus Nipah?

Identificado pela primeira vez em 1999, na Malásia, o vírus Nipah já circulou por diversos países asiáticos. A transmissão pode ocorrer pelo contato com animais infectados, ingestão de alimentos contaminados ou diretamente entre pessoas, principalmente por fluidos corporais e gotículas respiratórias. Morcegos são os principais hospedeiros, mas porcos e cavalos também podem ser infectados.

Em humanos, a infecção pode não apresentar sintomas, mas há casos de infecções respiratórias graves e encefalite fatal. A taxa de letalidade varia entre 40% e 75%, dependendo do surto e da capacidade de resposta local.

Os sintomas iniciais mais comuns incluem febre, dor de cabeça, dores musculares, vômitos e dor de garganta. Com a progressão da doença, podem surgir tontura, sonolência, alteração do nível de consciência e sinais neurológicos, caracterizando encefalite aguda. Nos quadros mais graves, há registros de pneumonia atípica, convulsões, insuficiência respiratória e coma.