PALÁCIO DO PLANALTO

Lula assinará pacto de enfrentamento ao feminicídio com os Três Poderes na próxima semana

Iniciativa, articulada por Gleisi Hoffmann, busca unir Executivo, Legislativo e Judiciário no combate à violência contra mulheres, com assinatura prevista para o dia 4.

Publicado em 28/01/2026 às 12:56
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva Ricardo Stuckert/PR

A ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, anunciou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinará, na próxima quarta-feira, 4, um pacto de enfrentamento ao feminicídio em conjunto com os chefes dos Três Poderes.

Segundo Gleisi, a iniciativa representa o compromisso institucional do Executivo, Legislativo e Judiciário em adotar medidas efetivas para combater o feminicídio no Brasil. A ministra destacou que, embora ainda não haja ações práticas detalhadas a serem anunciadas, o pacto marca um avanço significativo no engajamento do governo federal e das demais instituições em torno do tema.

"Outra coisa importante também, que vai envolver o Legislativo e o Judiciário, é a assinatura do Pacto de Enfrentamento ao Feminicídio. Vamos realizar no dia 4 de fevereiro uma assinatura desse pacto, assim como fizemos em defesa da democracia e pela transformação ecológica", afirmou Gleisi.

Ela acrescentou: "Os Três Poderes vão assinar, é um compromisso de colocarmos ações e práticas que efetivamente façam o enfrentamento ao feminicídio. Nós estamos indo para esse enfrentamento, e isso tem preocupado muito a sociedade".

A declaração foi dada durante conversa com jornalistas na manhã desta quarta-feira, 28. O tema ganhou destaque nos discursos do presidente Lula, impulsionado também pela influência da primeira-dama, Rosângela da Silva, a Janja. Trata-se de um assunto de grande apelo social e eleitoral.

Além do pacto, Gleisi revelou que o governo deve priorizar o debate sobre o fim da escala de trabalho 6x1 durante o ano. O Palácio do Planalto estuda o envio de uma proposta unificada sobre o tema.

"Conversei com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), sobre o projeto de lei pelo fim da escala 6x1. Ele é muito simpático à tramitação, mas nunca garantiu a aprovação. Sempre afirmou que colocaria em discussão, e nós trabalhamos para que seja aprovado. Para mim, o fim da escala 6x1 é tão importante quanto a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil. Muitos achavam impossível aprovar, mas conseguimos por unanimidade. Quando há apoio da opinião pública, a Casa se mostra sensível", concluiu a ministra.