INVESTIGAÇÃO EM FLORIANÓPOLIS

Veja o que diz a defesa de adolescentes suspeitos de envolvimento na morte do cão 'Orelha'

Advogados pedem cautela na divulgação de imagens e reforçam que não há vídeos que comprovem maus-tratos

Publicado em 28/01/2026 às 15:47
Reprodução

A defesa de dois dos quatro adolescentes investigados pela morte do cachorro Orelha, na Praia Brava, em Florianópolis, pediu cautela e responsabilidade no compartilhamento de imagens e informações sobre o caso. Os advogados afirmam que os dois jovens representados não aparecem nos vídeos que circulam nas redes sociais e que supostamente retratariam o episódio.

De acordo com os advogados Alexandre Kale e Rodrigo Duarte, a exposição de menores nas redes sociais viola o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e tem alimentado um "linchamento virtual" contra os jovens e suas famílias.

"Como informado durante coletiva da Polícia Civil, não há vídeo ou imagens que comprovem o momento do suposto ato de maus-tratos. Destaca-se que, em seu esclarecimento, a delegada do caso, Mardjoli Valcareggi, afirma que tal vídeo nunca existiu, contrariando rumores de que ele havia sido apagado em um contexto de coação para eliminação de provas", afirma a defesa.

Os advogados também reforçam que os dois adolescentes não aparecem no vídeo que mostra rapazes na Praia Brava. De acordo com as investigações, o cão Orelha teria sido agredido por um grupo de adolescentes.

O caso é investigado pela Polícia Civil e acompanhado pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), por meio da 10ª Promotoria de Justiça da Capital, da área da Infância e Juventude, e da 32ª Promotoria de Justiça da Capital, da área do Meio Ambiente.

A Polícia Civil identificou ao menos quatro adolescentes suspeitos de terem agredido o animal de forma violenta, com intenção de causar sua morte. Na segunda-feira, 26, foram cumpridos mandados de busca e apreensão nas casas dos suspeitos, com apreensão de celulares e notebooks, mas ninguém foi detido.

Segundo a defesa, o caso exige o cumprimento dos ritos formais do processo pelas autoridades competentes, com análise das evidências concretas, para que somente então sejam apontados e punidos os culpados.

"Em nome das famílias que enfrentam um verdadeiro linchamento virtual pela escalada do episódio, pedimos cautela e responsabilidade no compartilhamento de imagens e textos que não condizem com a realidade dos fatos. Por fim, reiteramos a colaboração com as autoridades para que esse triste episódio seja rapidamente esclarecido", concluem os advogados.