FINANÇAS PÚBLICAS

Tesouro prevê atuação mais frequente em emissões internacionais até 2026

Plano Anual de Financiamento projeta aumento gradual da participação da dívida cambial, com foco em dólar e novas divisas.

Publicado em 28/01/2026 às 16:36
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O Tesouro Nacional planeja intensificar sua presença no mercado internacional por meio de novas emissões de títulos em moeda estrangeira, conforme detalha o Plano Anual de Financiamento (PAF) de 2026. A prioridade será para emissões em dólar, mas o órgão estuda alternativas em outras moedas, como euro e yuan.

“O aumento da frequência e do volume de emissões em dólares americanos, combinado com a ampliação da inserção em diferentes segmentos globais, reforça o objetivo de aumentar a participação da dívida cambial até seu benchmark”, destaca o relatório divulgado nesta quarta-feira.

Atualmente, os títulos atrelados ao câmbio representam pouco menos de 4% da Dívida Pública Federal (DPF), enquanto a meta de longo prazo é elevar essa participação para um patamar mais próximo de 7%. O avanço ocorrerá de forma gradual.

Segundo o Tesouro, a estratégia prevê a continuidade das emissões em dólares, visando consolidar uma curva de juros soberana que sirva de referência para o governo e empresas brasileiras acessarem o mercado externo.

Além disso, o Tesouro planeja retomar operações no mercado europeu para construir uma curva de referência em euro e já avalia as condições para uma emissão inaugural em yuan.