SEGURANÇA PÚBLICA

PF e Exército investigam esquema de venda ilegal de armas envolvendo servidores públicos

Operação Fogo Amigo II mira organização criminosa que atuava em quatro estados do Nordeste e envolve servidores afastados.

Publicado em 28/01/2026 às 18:21
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial Nano Banana (Google Imagen)

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta terça-feira (27), a Operação Fogo Amigo II, que tem como alvo uma organização criminosa especializada na venda ilegal de armas e munições nos estados da Bahia, Pernambuco, Sergipe e Alagoas.

Durante a ação, foram cumpridos nove mandados de busca e apreensão. A Justiça determinou ainda o sequestro de bens e o bloqueio de valores dos investigados até o limite de R$ 10 milhões, além da suspensão das atividades econômicas de duas lojas suspeitas de comercializar material bélico de forma irregular.

A investigação alcançou servidores públicos suspeitos de participação no esquema, que foram afastados de suas funções por decisão judicial.

A operação é realizada em força-tarefa com o Ministério Público da Bahia e conta com o apoio do Exército Brasileiro, das Corregedorias das Polícias Militares da Bahia e de Pernambuco, da Cipe-Caatinga (PMBA) e do Batalhão Especializado de Policiamento do Interior (BEPI/PMPE).

Os investigados poderão responder por crimes de organização criminosa, comercialização ilegal de armas e munições, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica.

Operação Fogo Amigo

Em abril de 2024, a Polícia Federal deflagrou a primeira fase da Operação Fogo Amigo, focada em uma quadrilha formada por policiais militares, colecionadores de armas de fogo (CACs) e lojistas.

O grupo atuava na venda de armas e munições para facções criminosas que operam em Pernambuco, Bahia e Alagoas.

Na ocasião, agentes da PF cumpriram 20 mandados de prisão preventiva e 33 de busca e apreensão.

De acordo com a Polícia Federal, a quadrilha comercializava inclusive armas de uso restrito, como fuzis e espingardas calibre 12 semiautomáticas – armamentos frequentemente utilizados em assaltos a carros-fortes e bancos.

O inquérito aponta que a obtenção das armas ocorria por meio de informações falsas inseridas em sistemas de fiscalização. A investigação identificou ainda a venda de munições e acessórios por lojas sediadas em Juazeiro (BA), Petrolina (PE) e Arapiraca (AL).