ECONOMIA

Fiemg critica manutenção da Selic em 15% e alerta para impactos negativos

Federação das Indústrias de Minas Gerais aponta que taxa elevada pode frear investimentos, encarecer crédito e afetar competitividade da indústria.

Publicado em 28/01/2026 às 18:59
Reprodução / Agência Brasil

A Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) manifestou preocupação com a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, que manteve a taxa básica de juros Selic em 15% ao ano.

Segundo a entidade, a medida tende a prolongar os efeitos adversos já sentidos na economia, como a restrição de investimentos produtivos, o encarecimento do crédito, o aumento dos custos de produção e a perda de competitividade da indústria brasileira e mineira.

“É necessário uma política monetária mais equilibrada, que consiga conciliar o controle da inflação com o estímulo ao desenvolvimento econômico e ao fortalecimento da competitividade da indústria nacional”, afirmou o presidente da Fiemg, Flávio Roscoe.

A Fiemg reconhece a importância do controle da inflação para a estabilidade econômica, mas destaca preocupação com os impactos negativos da manutenção da Selic em patamar elevado por um longo período. “A continuidade de uma política monetária restritiva tende a aprofundar o enfraquecimento da atividade econômica, com efeitos negativos sobre a geração de empregos e a renda das famílias”, conclui a nota.