ACORDO INTERNACIONAL

Mercosul-UE: acordo exigirá orçamento e defesa agropecuária robusta, diz Anffa

Presidente do Anffa Sindical alerta para desafios sanitários e necessidade de investimentos estruturais após assinatura do tratado comercial.

Publicado em 29/01/2026 às 08:37
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial Nano Banana (Google Imagen)

O presidente do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais Federais Agropecuários (Anffa Sindical), Janus Pablo, avalia que a assinatura do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia (UE) marca apenas o início de uma trajetória que exigirá do Brasil a comprovação constante de sua segurança sanitária e capacidade de fiscalização. Em comunicado, Pablo destaca que transformar o acesso a um mercado potencial de 720 milhões de consumidores será o verdadeiro teste para o País, diante das rigorosas exigências fitossanitárias europeias, onde a confiança institucional é fator decisivo.

Segundo Pablo, a defesa agropecuária assume papel estratégico na política comercial, com os Auditores Fiscais Federais (Affas) atuando como elo fundamental para garantir a sustentação dos compromissos assumidos nas exportações. A atuação inclui a presença de adidos agrícolas nas negociações de protocolos e na antecipação de riscos. O dirigente ressalta ainda que o aumento esperado do fluxo comercial exigirá adequações na infraestrutura de portos, aeroportos e fronteiras, com necessidade de equipamentos modernos e equipes suficientes para fiscalização e certificação. A falta dessas condições pode comprometer a imagem do Brasil como fornecedor seguro.

Diante das perspectivas econômicas bilionárias para a próxima década, o presidente do Anffa Sindical reforça a necessidade de previsibilidade orçamentária, alertando que o contingenciamento de recursos compromete a capacidade do Estado em cumprir acordos internacionais. Para ele, garantir recursos para modernizar as estruturas não é apenas uma demanda corporativa, mas uma condição essencial para a efetivação do acordo, considerando que manter mercados abertos custa menos do que tentar reconquistá-los após uma suspensão, afirmou.