ECONOMIA

Endividamento das famílias brasileiras atinge 49,8% em novembro, aponta Banco Central

Índice se aproxima do recorde histórico registrado em julho de 2022; comprometimento de renda segue estável.

Publicado em 29/01/2026 às 09:33
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial Nano Banana (Google Imagen)

O endividamento das famílias brasileiras com o sistema financeiro alcançou 49,8% em novembro, ante 49,3% em outubro, conforme dados divulgados pelo Banco Central nesta quinta-feira, 29. O índice se aproxima do pico histórico registrado em julho de 2022, quando atingiu 49,9%.

Ao desconsiderar as dívidas imobiliárias, o endividamento passou de 30,9% para 31,3% entre outubro e novembro.

O comprometimento da renda das famílias com o Sistema Financeiro Nacional (SFN) manteve-se em 29,3%. O dado de outubro foi revisado. Sem os empréstimos imobiliários, o índice variou de 27,1% (revisado) para 27,0%.

Setor não financeiro

O saldo do crédito ampliado ao setor não financeiro apresentou crescimento de 1,8% em dezembro na comparação com novembro, totalizando R$ 20,790 trilhões. Esse montante representa 163,2% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro.

O crédito ampliado considera empréstimos no Sistema Financeiro Nacional, operações com títulos públicos e privados, entre outros instrumentos, oferecendo uma visão abrangente do financiamento de empresas, famílias e governo.

Para as empresas, o saldo do crédito ampliado subiu 2,4% em dezembro, correspondendo a 55,1% do PIB.