CONTAS PÚBLICAS

Governo Central registra superávit primário de R$ 22,1 bilhões em dezembro

Saldo positivo supera expectativas do mercado, mas resultado anual aponta déficit de R$ 61,7 bilhões em 2025

Publicado em 29/01/2026 às 09:59
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial Nano Banana (Google Imagen)

O Governo Central, composto pelo Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central, apresentou superávit primário de R$ 22,107 bilhões em dezembro, conforme divulgado pelo Tesouro Nacional nesta quinta-feira, 29. No mês anterior, o resultado havia sido um déficit de R$ 20,172 bilhões.

O saldo positivo registrado em dezembro superou a mediana das projeções do mercado, que estimava um superávit de R$ 16,850 bilhões, segundo a pesquisa Projeções Broadcast. As expectativas variavam de um déficit de R$ 15 bilhões a um superávit de R$ 30,10 bilhões.

Apesar do desempenho, o superávit de dezembro foi inferior ao registrado no mesmo mês de 2024, quando o resultado havia sido de R$ 24,106 bilhões.

Na comparação com dezembro de 2024, as despesas do governo central cresceram 3,1%, já considerando a inflação do período. As receitas totais tiveram aumento real de 2,5% na mesma base de comparação.

Déficit no acumulado de 2025

Ao longo de 2025, as contas do governo central encerraram com déficit primário de R$ 61,691 bilhões, equivalente a 0,48% do Produto Interno Bruto (PIB). O valor não considera exceções previstas para apuração da meta fiscal.

Em 2024, o déficit havia sido de R$ 42,924 bilhões, o que representa um aumento de 32,3% no resultado negativo, já descontada a inflação.

O déficit de 2025 ficou abaixo da mediana das estimativas do mercado, que apontava para um saldo negativo de R$ 66,9 bilhões, segundo a pesquisa Projeções Broadcast. As expectativas variavam de R$ 75,7 bilhões a R$ 53,7 bilhões.

No acumulado do ano, as despesas do governo central cresceram 3,4% em relação a 2024, descontada a inflação, enquanto as receitas aumentaram 3,2% no mesmo período.

A meta fiscal para 2025 previa déficit zero, com tolerância de até 0,25 ponto percentual do PIB para mais ou para menos, considerando exceções. No relatório do quinto bimestre, o governo estimou que os gastos excepcionais somariam R$ 44,5 bilhões.