CRISE BANCÁRIA

Haddad afirma que gestão Galípolo agiu rapidamente no caso Master

Ministro da Fazenda diz que acompanhou de perto as ações do Banco Central diante da maior fraude bancária do país

Publicado em 29/01/2026 às 10:45
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad Reprodução / Instagram

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que o problema envolvendo o Banco Master só ganhou visibilidade junto aos órgãos de Estado em 2024. Segundo Haddad, o atual presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, tinha plena consciência "do tamanho do abacaxi que herdou do seu antecessor" ao assumir a presidência da autoridade monetária, em 2025. "Ele tem total clareza de que ali é a maior fraude bancária, possivelmente, da história do Brasil", declarou Haddad em entrevista ao portal Metrópoles.

"A gestão Gabriel Galípolo não demorou a atuar no caso Master. Eu sei porque acompanhei de perto. Tomei conhecimento nas primeiras semanas da gestão do Gabriel da gravidade da situação e ele tomou todas as providências necessárias", defendeu o ministro.

Gabriel Galípolo foi indicado por Haddad ao presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, sucedendo Roberto Campos Neto, nomeado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro.

O ministro da Fazenda explicou que acompanhou o caso porque envolvia o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) e poderia gerar prejuízo fiscal, com risco de impacto para a Receita Federal. "Por orientação minha, do Galípolo e do próprio presidente da República, todos os procedimentos foram: 'Vamos levar às últimas consequências o que aconteceu'", acrescentou.

Haddad disse acreditar que as investigações resultarão em eventuais responsabilizações e destacou que a liquidação do banco foi conduzida "com muito cuidado" e centrada na técnica. "Tem que fazer com muita seriedade, sem pirotecnia, e isso foi feito."