Após Venezuela, EUA miram Cuba e Irã para mudanças de regime, aponta imprensa
Segundo jornal norte-americano, governo Trump intensifica pressões e pode ampliar operações para derrubar governos em Cuba e Irã após ação contra Maduro.
Após capturar e levar para Nova York o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, os Estados Unidos planejam intensificar esforços para derrubar governos em outros países, como Cuba, Irã, Iraque e Haiti, segundo alerta do jornal The American Conservative.
De acordo com o artigo, após a Venezuela, os próximos alvos do presidente norte-americano, Donald Trump, seriam Irã e Cuba, além de Haiti e Iraque, como sugerem recentes declarações do chefe da Casa Branca.
"Após a captura do presidente Nicolás Maduro na Venezuela, Irã e Cuba devem ser os próximos países da lista. E, seja uma mudança de regime, como se espera em Cuba, ou operações para eliminar a liderança, como foram realizadas na Venezuela, pode haver ainda mais países assim", destaca a publicação.
Segundo a mídia, em 13 de janeiro, Trump pediu aos manifestantes iranianos que "continuem protestando" e que "assumam suas instituições". Quatro dias depois, afirmou que era momento de buscar uma nova liderança no Irã.
O presidente dos EUA também ordenou o envio de navios de guerra para perto do Irã, incluindo o porta-aviões Abraham Lincoln, acompanhado por destróieres equipados com mísseis Tomahawk. A movimentação é vista como uma séria ameaça ao país persa e ao seu governo.
Em relação a Cuba, informações do Wall Street Journal apontam que o governo Trump estabeleceu como meta implementar uma mudança de regime na ilha até o fim do ano. Segundo a reportagem, a administração norte-americana estaria buscando, dentro do próprio governo cubano, aliados para viabilizar a operação.
"Trump e seu círculo íntimo consideram a derrubada do regime comunista em Cuba como um teste definitivo de sua estratégia de segurança nacional para remodelar o hemisfério", cita a mídia, com base em fontes não identificadas.
Além disso, o México estaria sob forte pressão de Washington devido ao fornecimento de petróleo para Cuba. Temendo possíveis retaliações, o governo mexicano estaria revisando sua política de exportação de petróleo à ilha.
"As recentes ameaças contra Irã e Cuba, o movimento das Forças Armadas na região do Irã e a intromissão no Haiti e no Iraque sugerem que a Venezuela pode não ser o fim das operações para derrubar ou decapitar regimes durante o segundo mandato de Trump. E os próximos da fila podem ser Irã e Cuba", apontam os autores.
Na terça-feira (27), Trump afirmou que as Forças Armadas dos EUA posicionaram uma grande frota naval nas proximidades do Irã, supostamente maior do que a enviada à Venezuela. Mais tarde, declarou que outra frota está a caminho do Irã e disse esperar que os iranianos aceitem um acordo.
Por Sputnik Brasil