ECONOMIA

Otimismo industrial avança em janeiro, mas maioria dos setores segue pessimista, aponta CNI

Confiança do empresário industrial cresce em nove segmentos, mas 20 setores permanecem sem otimismo, segundo levantamento da CNI.

Publicado em 29/01/2026 às 13:27
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial Nano Banana (Google Imagen)

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulgou nesta quinta-feira, 29, que aumentou de sete para nove o número de segmentos industriais otimistas em janeiro, conforme os resultados setoriais do Índice de Confiança do Empresário Industrial (Icei). Apesar do avanço, 20 setores ainda permanecem pessimistas.

Segundo a CNI, os dados de janeiro não apresentam mudanças significativas em relação ao cenário de baixa confiança observado ao longo de 2025. A especialista em Políticas e Indústria da CNI, Larissa Nocko, atribui a deterioração da confiança ao processo de desaceleração econômica, à forte entrada de produtos importados – que absorvem parte relevante da demanda doméstica por bens industriais – e aos efeitos dos juros elevados sobre o setor produtivo.

Para esta edição do Icei Setorial, foram consultadas 1.642 empresas entre 5 e 14 de janeiro de 2026, sendo 671 de pequeno porte, 587 de médio porte e 384 de grande porte.

Setores mais confiantes em janeiro:

- Impressão e reprodução: 53,4 pontos;
- Perfumaria, limpeza e higiene pessoal: 52,6 pontos;
- Farmoquímicos e farmacêuticos: 52,4 pontos;
- Extração de minerais não-metálicos: 51,8 pontos.

Setores menos confiantes:

- Metalurgia: 43,7 pontos;
- Couros e artefatos de couro: 44,9 pontos;
- Celulose e papel: 45 pontos;
- Vestuário e acessórios: 45,5 pontos.

O Icei abaixo de 50 pontos indica ausência de confiança empresarial. Entre as pequenas indústrias, o índice permaneceu em 47,9 pontos. Nas empresas de médio porte, houve alta de 0,7 ponto, chegando a 49 pontos. Já entre as grandes, o índice subiu 0,4 ponto, alcançando 49,5 pontos.