Haddad afirma que politizar CPMI do Master favorece criminosos
Ministro defende punição individualizada e reforça que nunca teve contato com presidente do banco investigado
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, declarou nesta quinta-feira (29) que a politização da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Banco Master pode beneficiar criminosos envolvidos no caso. Para Haddad, a punição individualizada dos culpados é fundamental para o fortalecimento das instituições.
"Se politizar, no mau sentido da palavra, ela beneficia o criminoso. Se você quer a verdade, e aí não importa de que igreja a pessoa é, de que partido a pessoa é, ela é punida. Não importa qual é a filiação da pessoa. Isso fortalece as instituições, fortalece o partido, fortalece a igreja, fortalece o Supremo, fortalece a Receita, fortalece a polícia", afirmou o ministro a jornalistas ao chegar ao Ministério da Fazenda.
Haddad também reiterou que nunca se encontrou com Daniel Vorcaro, presidente do Banco Master, e que sequer o conhecia.
O ministro acrescentou ainda que não havia diálogo com o Banco Central antes da gestão de Gabriel Galípolo, ressaltando que Galípolo tomou providências sobre o "abacaxi" do Master assim que assumiu o cargo.