Inadimplência permanece estável em São Paulo em janeiro, aponta FecomercioSP
Endividamento atinge 68,9% dos lares paulistanos, enquanto inadimplência registra 19,9% no início do ano.
O endividamento e a inadimplência dos lares paulistanos mantiveram-se praticamente estáveis em janeiro de 2024, de acordo com levantamento da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP). O índice de famílias endividadas chegou a 68,9%, enquanto a inadimplência atingiu 19,9%. Em dezembro, os percentuais eram de 69% e 20%, respectivamente.
Na comparação anual, o número de famílias com algum tipo de dívida cresceu 1,7 ponto percentual em relação a janeiro de 2023, quando o índice era de 67,2%. Já o percentual de inadimplentes permaneceu praticamente estável, frente aos 19,6% registrados no mesmo período do ano passado.
A FecomercioSP destaca que a moderação da inflação e o aquecimento do mercado de trabalho têm contribuído para o controle das contas domésticas. Entretanto, a entidade alerta para uma piora relativa no perfil das famílias com compromissos em atraso, o que pode limitar uma redução mais significativa da inadimplência.
O estudo aponta ainda que o tempo médio de atraso no pagamento das dívidas aumentou, passando de 62,6 dias em dezembro para 64 dias em janeiro. Em relação a janeiro do ano passado, o indicador permanece estável.
A parcela de lares que afirmam não ter condições de quitar as dívidas em atraso também ficou praticamente inalterada, em 8,8%. Em dezembro, esse percentual era de 8,6%, número semelhante ao de janeiro de 2023 (8,7%).
No total, mais de 3 milhões de famílias estão endividadas na cidade de São Paulo, sendo cerca de 892 mil com contas em atraso.
Cartão de crédito lidera endividamento
O cartão de crédito segue como o principal responsável pelo endividamento de 79,8% das famílias paulistanas. O percentual, porém, recuou em relação a dezembro (80,6%) e a janeiro de 2023 (83,1%).
O financiamento imobiliário aparece como o segundo maior tipo de dívida, atingindo 16,8% dos lares, índice próximo ao recorde da série histórica (16,9%). Em seguida, vêm os carnês, com 12,8%.