Haddad acredita que STF encontrará soluções para impactos do caso Master
Ministro da Fazenda comenta confiança no Supremo, cita reunião com Lula e Toffoli e defende resposta institucional ao caso
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta quinta-feira (29) que confia na capacidade do Supremo Tribunal Federal (STF) para encontrar soluções diante dos impactos causados pelo caso Master na imagem da Corte. A declaração foi dada em entrevista ao portal Metrópoles.
Segundo Haddad, o presidente do STF, ministro Edson Fachin, está comprometido em conduzir uma resposta adequada ao episódio. "O presidente Fachin está com o melhor ânimo para dar uma resposta a isso da maneira adequada e vai encontrar o caminho junto aos seus pares de fazer. E isso vale não só para o Supremo, isso tem que valer para todas as instituições. Se você está com um problema institucional, você tem que ter os mecanismos internos de saneamento. E você não pode temer sanear, porque é nesse gesto que você recupera a credibilidade institucional", declarou o ministro.
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Haddad relatou que o tema foi discutido em um almoço com o presidente Lula e o ministro Dias Toffoli, relator do caso no STF. Segundo o ministro, Lula defendeu a necessidade de uma resposta à sociedade. "É uma oportunidade que nós temos de dar uma resposta para a sociedade. E por isso que eu insisto: quando você, diante de um problema, responde da maneira adequada, você fortalece as instituições", afirmou Haddad.
Na mesma entrevista, o ministro abordou outros temas, como a necessidade de mudanças na Constituição para integrar o combate ao crime organizado em nível nacional. Sobre o comunicado do Banco Central, que sinalizou possível corte na taxa de juros Selic em março, Haddad avaliou que a medida contribuirá para a redução da dívida pública, que aumentou 18% no último ano.
"O anúncio de que vai começar a cortar juro vai fazer essa trajetória se acomodar em um patamar razoável. Porque, na verdade, pagando 10% de juro real, não tem superávit primário compatível com a estabilização da dívida", pontuou.
Haddad também afirmou que deixará o cargo em fevereiro, e que o substituto será definido pelo presidente Lula. O secretário-executivo da Fazenda, Dario Durigan, é o principal cotado para assumir a pasta.