Trump afirma que tarifas poderiam ser elevadas e diz que Casa Branca age com cautela
Presidente dos EUA aguarda decisão da Suprema Corte sobre legalidade das tarifas e mantém discurso de defesa das medidas
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quinta-feira (29) que as tarifas impostas por seu governo "poderiam ser mais altas", mas ressaltou que a Casa Branca tem sido "muito gentil nesse aspecto". Trump destacou que aguarda a decisão da Suprema Corte dos EUA sobre a legalidade das medidas e se disse confiante em um resultado favorável. "Ainda estamos esperando a decisão da Suprema Corte sobre tarifas, mas acredito que teremos vitória nesse caso. É um caso muito importante para o nosso país", declarou durante reunião de gabinete.
A Suprema Corte analisa o tema há quase três meses, após uma audiência acelerada solicitada pelo governo, que justificou urgência por se tratar de um dos pilares centrais da agenda econômica de Trump. Apesar do início célere, o julgamento segue sem data definida para conclusão. Especialistas avaliam que o prazo se aproxima do padrão histórico da Corte e pode refletir divergências internas ou a elaboração de votos dissidentes.
Enquanto o Supremo delibera, Trump mantém o discurso de defesa das tarifas e volta a sugerir a possibilidade de ampliar o alcance das medidas, aumentando a pressão política em torno do julgamento. O caso envolve questões sensíveis de separação de poderes e pode estabelecer limites à autoridade do Executivo para impor tarifas de forma unilateral.
Durante a reunião de gabinete, o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, informou que cerca de um milhão de pessoas já se inscreveram nas chamadas "Trump Accounts", projeto do governo que visa criar contas individuais com incentivos fiscais para famílias americanas. Segundo Bessent, a iniciativa busca aproximar o mercado financeiro da economia real.
Bessent também avaliou que 2026 será um ano de crescimento "impulsionado pela oferta" nos Estados Unidos e afirmou que os principais indicadores de inflação "mostram tendência de queda", em consonância com a narrativa da Casa Branca de que a política econômica atual abre espaço para expansão sem pressões inflacionárias significativas.
Com informações da Associated Press