Alta do petróleo eleva defasagem do diesel a 15% e pode pressionar reajuste, aponta Abicom
Diferença entre preços internos e internacionais amplia espaço para aumento do diesel nas refinarias brasileiras.
A valorização do petróleo no mercado internacional impulsionou o preço do diesel, ampliando a defasagem em relação ao valor praticado nas refinarias brasileiras. Segundo a Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom), o diesel está, em média, 15% acima da paridade de importação (PPI) no País.
Para igualar o patamar do mercado externo — que sofre pressão com o avanço das tensões no Oriente Médio —, a Petrobras teria margem para elevar o preço do diesel em R$ 0,50 por litro. Já a Refinaria de Mataripe, na Bahia, poderia reajustar em R$ 0,45 por litro.
O último aumento do diesel pela Petrobras ocorreu em maio do ano passado, há 269 dias. Em contrapartida, Mataripe promoveu um reajuste de R$ 0,05 por litro na semana passada, mas não alterou os preços nesta quarta-feira, 28.
Em relação à gasolina, que foi reajustada pela Petrobras nesta semana, a diferença em relação ao mercado internacional é de apenas 3%, percentual semelhante ao registrado por Mataripe.
Após a redução de 5,2% no preço da gasolina no Brasil, anunciada pela Petrobras na segunda-feira, 26, acionistas da estatal demonstraram preocupação com possível queda de receita e diminuição de dividendos, já que o preço elevado da gasolina vinha compensando a manutenção do valor mais baixo do diesel no mercado interno.