Diretor do BC nega pressão política na liquidação do Banco Master à PF
Ailton Aquino afirmou em depoimento que não houve interferência de autoridades na decisão sobre o banco.
O diretor de Fiscalização do Banco Central, Ailton Aquino, negou em depoimento à Polícia Federal, no dia 30 de dezembro, ter sofrido qualquer tipo de pressão política para liquidar ou não o Banco Master. O conteúdo do depoimento foi tornado público na quinta-feira, 29.
"Que eu tenha conhecimento como diretor de Fiscalização, eu não conheço, não recebi, nenhuma pressão de liquidar ou não liquidar de autoridades da República, não tenho conhecimento", afirmou Aquino, ao ser questionado sobre possível influência política durante a oitiva.
Os depoimentos prestados no mesmo dia por Aquino, pelo dono do Master, Daniel Vorcaro, e pelo ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, só foram liberados após um mês. O relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli, retirou o sigilo após pedido do Banco Central para acessar o conteúdo.
Aquino destacou ainda que todo o trabalho de supervisão relacionado ao caso foi realizado normalmente. Ele negou que o Banco Central tenha adotado qualquer medida prudencial preventiva contra o BRB — como a proibição de aquisição de novas carteiras de crédito — com o objetivo de impedir a compra do Master. Segundo ele, essa medida foi adotada em 14 de outubro, enquanto a operação entre BRB e Master já havia sido negada em setembro.