ECONOMIA GLOBAL

Trump indica Kevin Warsh para presidência do Federal Reserve

Ex-assessor de George W. Bush deve assumir comando do banco central dos EUA, substituindo Jerome Powell

Publicado em 30/01/2026 às 09:39
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial Nano Banana (Google Imagen)

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou a indicação de Kevin Warsh, ex-diretor do Federal Reserve (Fed), para assumir a presidência da instituição. Warsh deve substituir Jerome Powell, atual presidente do Fed e crítico frequente de Trump, cujo mandato se encerra em maio.

Com 55 anos, Warsh já integrou o Conselho de Diretores do Fed entre 2006 e 2011. Este conselho é o principal órgão da autoridade monetária norte-americana, e todos os seus membros participam do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc), responsável pela definição das taxas de juros no país.

Warsh é formado em políticas públicas pela Universidade de Stanford e em direito pela Universidade de Harvard, além de ter realizado cursos sobre mercado financeiro e dívida no MIT. Entre 1995 e 2002, atuou no banco Morgan Stanley, um dos maiores dos Estados Unidos.

No cenário político, Warsh foi assessor econômico do ex-presidente George W. Bush entre 2002 e 2006, antes de ingressar no Fed. Durante sua passagem pela autoridade monetária, teve papel relevante no resgate de bancos após a crise financeira de 2008. Mais tarde, integrou a equipe de transição de Trump em seu primeiro mandato.

O perfil de Warsh é considerado conservador em questões financeiras. Ele já investiu em startups de criptomoedas e costuma criticar o aumento da dívida pública americana. Warsh é casado com Jane Lauder, filha de Ron Lauder, empresário que, segundo relatos, teria influenciado o interesse de Trump pela Groenlândia. O novo indicado também é registrado como eleitor do Partido Republicano.

Em julho de 2025, Trump elogiou Warsh, afirmando que "ele é muito bem conceituado". O tom contrasta com as frequentes críticas dirigidas por Trump a Jerome Powell, a quem acusa de não reduzir os juros na velocidade desejada pelo governo.