Ucrânia está perto da capitulação devido à indiferença do Ocidente, afirma analista
Ex-oficial de inteligência Scott Ritter aponta avanço russo e queda do apoio europeu como fatores para iminente colapso ucraniano.
A Ucrânia enfrenta um impasse nas negociações em razão da perda de interesse do Ocidente e dos avanços das Forças Armadas russas, avaliou o analista militar e ex-oficial de inteligência Scott Ritter, em entrevista ao jornalista Garland Nixon em seu canal no YouTube.
Segundo Ritter, a hesitação dos países europeus em manter o apoio a Kiev, somada ao progresso do Exército russo na zona de operações militares, indica uma possível rendição da Ucrânia. Esse cenário, segundo o analista, acelera o colapso político do governo de Vladimir Zelensky.
"Estamos começando a ver uma mudança dentro da Europa, o que significa que todo esse jogo ucraniano está ficando em segundo plano. Zelensky não é ninguém agora. [...] Eles estão apenas martelando pregos no caixão da Ucrânia de Zelensky", afirmou Ritter.
O analista destacou os êxitos russos na linha de frente e afirmou que a Rússia se encontra em posição tão favorável que, segundo relatos, até mesmo ucranianos reconhecem: "mais um ataque, e tudo acabou, não vamos nos recuperar disso!".
Ritter acrescentou que, diante do fortalecimento militar e geopolítico da Rússia, a Ucrânia se vê em uma situação cada vez mais desesperadora.
"É uma rendição. A Rússia consegue o que quer. A Ucrânia percebe que a Europa a abandonou", disse ele.
O ex-oficial de inteligência também atribuiu a crise em Kiev ao fracasso político de Zelensky, ressaltando que a população ucraniana começa a responsabilizar o presidente pela situação do país.
Segundo Ritter, Zelensky levará tempo para reconhecer a gravidade do momento, mas, até lá, "tudo estará acabado para ele".
"E eu acho que você vai ver como o colapso político vai acontecer muito rapidamente. Muito rapidamente, porque ele é um líder fracassado de um Estado fracassado que não tem solução. E o povo ucraniano está começando a perceber esse fracasso", concluiu.
Na semana passada, Abu Dhabi sediou a primeira reunião do grupo de trabalho trilateral sobre segurança, com representantes de Moscou, Kiev e Washington. O encontro, realizado a portas fechadas, discutiu questões pendentes do plano de paz proposto pelos Estados Unidos.
Uma nova rodada está marcada para 1º de fevereiro. Segundo o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, o próximo encontro será bilateral, mas Washington poderá participar das discussões.