Tebet prevê janela em 2027 para revisão de gastos públicos
Ministra destaca que início do próximo mandato será decisivo para ajustes fiscais, aproveitando o cenário pós-eleitoral
A ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, afirmou nesta sexta-feira (30) que o início do próximo mandato presidencial, em 2027, representará uma janela de oportunidade para a revisão dos gastos públicos, seja em caso de reeleição ou de um novo governo.
"Então, 2027 é um ano decisivo e, nesse aspecto, que bom que tem eleição, porque nós vamos ter uma janela de oportunidade no final do ano, que nenhum presidente no segundo ano, no terceiro ano, no quarto ano consegue, que o Congresso não aprova, pensando já em eleição. Como nós vamos ter uma janela de reeleitos ou novos eleitos, querendo ocupar espaço no lugar daqueles que perderam, a gente vai ter uma janela de oportunidade", ressaltou Tebet após participar de evento no Insper, em São Paulo.
Segundo a ministra, em 2023 essa janela foi utilizada para uma "gastança" necessária, pois era preciso recompor políticas públicas que haviam sido descontinuadas ou enfraquecidas. No entanto, ela avalia que o próximo ciclo será mais favorável, com indicadores macroeconômicos positivos.
"Em 2023 foi preciso aumentar o gasto público, em nome do social, do empobrecimento do país naquele momento. Agora é o processo contrário... agora é hora de abrir essa janela que a gente vai ter para fazer realmente a revisão de gastos necessários para o país", declarou Tebet.
A ministra alertou ainda que, mesmo com a solução encontrada para os precatórios, o desafio orçamentário do Brasil permanece sério para os próximos anos.
"É ainda e vai ser um grande desafio para o próximo Presidente da República, estou falando de alguém que está lá dentro, que conhece o orçamento brasileiro, resolver o problema orçamentário, porque as despesas obrigatórias estão crescendo muito acima da inflação", acrescentou Tebet.