SANÇÕES INTERNACIONAIS

EUA incluem comandantes do Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica em novas sanções ao Irã

Departamento do Tesouro dos EUA mira líderes da Guarda Revolucionária e entidades acusadas de repressão violenta a protestos no Irã.

Publicado em 30/01/2026 às 16:04
Comandantes da Guarda Revolucionária do Irã são alvo de novas sanções dos EUA por repressão a protestos. © AP Photo / Vahid Salemi

Estados Unidos ampliam pressão sobre o Irã, sancionando líderes da Guarda Revolucionária por repressão a manifestantes.

O Departamento do Tesouro dos EUA anunciou, nesta sexta-feira (30), a imposição de novas sanções contra sete indivíduos e duas entidades iranianas, incluindo comandantes do Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica (IRGC, na sigla em inglês).

Segundo o órgão, os alvos são responsabilizados pela "repressão brutal recente contra seu próprio povo".

"Os EUA apoiam o povo iraniano em seus protestos contra o regime corrupto e repressivo de Teerã. Estamos designando seis autoridades iranianas que supervisionam as forças de segurança iranianas como responsáveis pela violenta repressão aos manifestantes, bem como um investidor iraniano que desviou bilhões de dólares dos cofres públicos do povo iraniano", declarou o Departamento do Tesouro.

Os protestos no Irã tiveram início no final de dezembro de 2025, motivados principalmente pela crescente inflação e pela desvalorização do rial, a moeda local. A partir de 8 de janeiro, as manifestações ganharam força após apelos de Reza Pahlavi, filho do xá deposto pela Revolução Islâmica de 1979, atualmente no exílio.

Em várias cidades iranianas, os protestos resultaram em confrontos com as forças de segurança. Apesar disso, autoridades federais afirmaram, em 12 de janeiro, que a situação estava sob controle.

Uma fonte de segurança iraniana informou à agência Sputnik que mais de 500 pessoas, entre manifestantes, policiais e membros do IRGC, morreram durante os distúrbios.

Por Sputnik Brasil