CARNAVAL 2026

Prefeitura de SP anuncia 627 blocos para o Carnaval e Nunes rebate críticas sobre patrocínio

Gestão municipal prevê 16,5 milhões de foliões e R$ 3,4 bilhões movimentados; estrutura será 100% privada

Publicado em 30/01/2026 às 18:11
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial Nano Banana (Google Imagen)

A Prefeitura de São Paulo confirmou nesta sexta-feira, 30, que o Carnaval de 2026 contará com 627 blocos de rua. A expectativa é receber 16,5 milhões de foliões e movimentar R$ 3,4 bilhões na economia local. Segundo a administração municipal, pela primeira vez, toda a estrutura do Carnaval de Rua será financiada exclusivamente pela iniciativa privada.

Durante coletiva de imprensa, o prefeito Ricardo Nunes (MDB) respondeu a críticas de organizadores de blocos sobre a dificuldade de acesso a patrocínios. "Cada bloco precisa ter suas iniciativas de procurar o seu patrocínio. É isso que a cidade de São Paulo incentiva: que as pessoas tenham o seu despertar de empreendedorismo. Ficar acomodado, querendo tudo do governo, não é por aí. Então tem que ter sua parte de buscar o patrocínio", afirmou Nunes.

O prefeito detalhou que o patrocínio das empresas Ambev e Skol soma cerca de R$ 29,2 milhões, com um aporte adicional de R$ 1 milhão para a operação, totalizando R$ 30,2 milhões investidos no evento. "São cerca de 15 mil vendedores organizados, com apoio da Ambev e da Skol", ressaltou.

Nos trajetos dos blocos, os foliões terão à disposição pontos de hidratação, com distribuição de 600 mil litros de água fornecidos pela Sabesp — um aumento de 20% em relação a 2025. Banheiros químicos, incluindo unidades adaptadas para pessoas com deficiência, serão distribuídos proporcionalmente ao tamanho dos blocos.

A limpeza urbana contará com 3,9 mil agentes, 585 veículos especializados e 72 equipes de fiscalização, atuando antes, durante e após a passagem dos blocos, para garantir a rápida limpeza e devolução das vias à população.

Também serão disponibilizados 245 pontos de entrega voluntária de recicláveis, além de ações de troca de materiais por dinheiro, ampliando oportunidades de renda para catadores, especialmente nos grandes circuitos, como o do Ibirapuera.