PF abre processo disciplinar contra Eduardo Bolsonaro por faltas não justificadas no cargo de escrivão
Ex-deputado, que teve o mandato cassado por excesso de ausências, pode perder o cargo na Polícia Federal após mais de 30 dias sem comparecimento ao trabalho.
A Corregedoria da Polícia Federal (PF) no Rio de Janeiro instaurou um processo administrativo disciplinar sumário contra Eduardo Bolsonaro (PL-SP) devido a faltas não justificadas no cargo de escrivão em Angra dos Reis (RJ).
De acordo com a decisão, Eduardo está ausente do serviço há mais de 30 dias consecutivos sem apresentar justificativa. A ausência pode levar à adoção de medidas administrativas e disciplinares, incluindo a possibilidade de perda do cargo.
A PF determinou o retorno imediato de Eduardo às atividades em Angra dos Reis após a cassação de seu mandato de deputado federal, oficializada pela Câmara dos Deputados em 18 de dezembro de 2025.
Um decreto publicado no Diário Oficial da União em 2 de janeiro deste ano estabeleceu a volta obrigatória de Eduardo Bolsonaro ao cargo de escrivão.
O salário inicial da carreira de escrivão da Polícia Federal é de R$ 14.164,81, podendo alcançar R$ 21.987,38 ao fim da progressão na carreira.
Eduardo Bolsonaro perdeu o mandato parlamentar devido ao excesso de faltas, conforme prevê a Constituição para deputados e senadores que se ausentam de mais de um terço das sessões deliberativas no ano legislativo. A cassação, contudo, não implica inelegibilidade automática, que só poderá ser decretada caso haja condenação pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no processo em que ele é acusado de tentar coagir autoridades judiciais para interferir em julgamentos envolvendo seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Eleito por São Paulo, Eduardo está nos Estados Unidos desde o início de 2025. Segundo ele, a mudança foi motivada por alegada perseguição política e judicial no Brasil. Mesmo fora do país, tentou manter o mandato à distância e evitar o registro das ausências, sem sucesso.
Com informações de Sputinik Brasil