TRAGÉDIA EM MINERAÇÃO

Desabamento em mina de coltan no Congo deixa ao menos 200 mortos

Deslizamento em área controlada pelo grupo M23 na cidade de Rubaya foi causado por fortes chuvas; operações de resgate continuam e há desaparecidos.

Publicado em 31/01/2026 às 09:06
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial Nano Banana (Google Imagen)

Pelo menos 200 pessoas morreram após o desabamento de uma mina de coltan sob controle do grupo armado antigovernamental M23, na cidade de Rubaya, leste da República Democrática do Congo. A informação foi confirmada nesta sexta-feira (30) pelo porta-voz do grupo tutsi.

O acidente ocorreu na tarde de quarta-feira (28), quando uma encosta da área de mineração cedeu devido a fortes chuvas que atingiram a região. Na quinta-feira (29), um novo deslizamento, de menor intensidade, também foi registrado. De acordo com o grupo, equipes de resgate conseguiram recuperar alguns corpos, mas ainda há pessoas desaparecidas.

"Algumas pessoas foram soterradas e outras ainda estão presas nos poços da mina", relatou um garimpeiro local. Apesar da tragédia, trabalhadores retornaram à extração do minério já na sexta-feira.

A mina está sob domínio do M23 desde abril de 2024. Rubaya é responsável por cerca de 15% a 30% da distribuição global de coltan, enquanto o Congo detém aproximadamente 80% das reservas mundiais do minério, fundamental para a fabricação de equipamentos eletrônicos modernos devido à extração do tântalo.

Segundo as Nações Unidas (ONU), o M23 implementou uma "administração semelhante à de um Estado" em Rubaya, criando um "ministério responsável pela exploração mineral" e emitindo licenças para garimpeiros e operadores econômicos.

Com agências internacionais