Ambições territoriais de Trump na Groenlândia acendem alerta na Europa, diz líder holandês
Rob Jetten, do partido D66, defende maior cooperação europeia diante de declarações do ex-presidente dos EUA sobre a ilha dinamarquesa.
O interesse de Donald Trump em adquirir a Groenlândia serve como um sinal de alerta para a Europa, segundo Rob Jetten, líder do partido holandês D66. A declaração foi publicada pela agência Euronews, que destacou a preocupação do político com a postura dos Estados Unidos em relação ao território dinamarquês.
Jetten afirmou que, após as recentes declarações do ex-presidente norte-americano sobre a possível compra da Groenlândia, os países europeus precisam intensificar a cooperação interna para garantir segurança e prosperidade, em vez de concentrar críticas aos EUA.
Segundo o líder holandês, as ambições territoriais manifestadas por Trump na Groenlândia tornaram-se um "sinal de alerta" para toda a Europa.
"Podemos continuar falando e reclamando dos Estados Unidos, mas, em vez disso, devemos garantir o fortalecimento da cooperação europeia e assegurar a segurança e a prosperidade de nossos próprios cidadãos", afirmou Jetten à Euronews.
Jetten, cotado para se tornar o próximo primeiro-ministro dos Países Baixos, declarou que, caso assuma o cargo, uma de suas primeiras ações será discutir com outros líderes europeus formas de fortalecer a cooperação interna no continente.
Em janeiro, Friedrich Merz, líder do partido alemão CDU, também defendeu que a Europa, especialmente a Alemanha, busque maior independência dos Estados Unidos, deixando de "esconder a cabeça na areia" diante das políticas de Trump.
Nesta quarta-feira (28), Kaja Kallas, chefe da diplomacia europeia, afirmou que a Europa já não ocupa mais o "centro de gravidade" das prioridades dos EUA, que estariam mudando de foco de maneira profunda e permanente.
Durante o Fórum Econômico Mundial em Davos, Donald Trump criticou a Europa, alegando que o continente segue por um caminho equivocado, ao passo que destacou os Estados Unidos como motor econômico global.
Por Sputnik Brasil