Casos recentes de ataques a cães mobilizam o país e geram indignação
Mortes violentas de cães em diferentes estados provocam protestos e cobram justiça pelas vítimas
Ao menos quatro ataques a cães em diferentes estados — Santa Catarina, São Paulo, Paraná e Rio Grande do Sul — provocaram forte indignação nos últimos dias.
Em resposta à morte do cão Orelha, agredido até a morte em Santa Catarina, manifestações estão previstas para este fim de semana em quase todas as capitais do país. O objetivo é exigir justiça e responsabilização dos envolvidos.
Santa Catarina: o caso do cão Orelha
Orelha, um cão comunitário de 10 anos que vivia na Praia Brava, em Florianópolis, foi encontrado gravemente ferido neste mês. O animal agonizava e, apesar dos esforços veterinários, não resistiu às agressões sofridas.
A Polícia Civil tomou conhecimento do caso em 16 de janeiro e investiga a participação de ao menos quatro adolescentes suspeitos de agredir Orelha com intenção de matá-lo. As agressões teriam se concentrado principalmente na cabeça do cão.
As autoridades também apuram se o mesmo grupo tentou afogar outro cão comunitário na mesma praia, no início de janeiro.
São Paulo: cachorro comunitário executado
Na zona leste de São Paulo, um cachorro comunitário foi morto com dez tiros no dia 18 de janeiro. O crime ganhou repercussão após imagens de uma câmera de segurança registrarem o momento em que um homem atira contra o animal no bairro Jardim Três Marias.
A Polícia Civil busca identificar o autor dos disparos. Segundo a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo, a delegacia realiza todas as diligências para esclarecer as circunstâncias do caso.
Paraná: morte do cão Abacate
Em Toledo, oeste do Paraná, o cachorro comunitário conhecido como Abacate morreu na terça-feira, 27, após ser baleado. Moradores encontraram o cão ferido e o levaram a um hospital veterinário particular, onde ele passou por cirurgia de emergência. A bala perfurou seu intestino, e Abacate não resistiu aos ferimentos.
Rio Grande do Sul: cão Negão baleado
No bairro Barrinha, em Campo Bom, a cerca de 55 km de Porto Alegre, o cão Negão, sem raça definida, foi baleado por um policial militar na noite de terça-feira, 27. O episódio foi registrado por câmeras de segurança.
Em nota, a Secretaria da Segurança Pública do Rio Grande do Sul informou que determinou investigação da Corregedoria da Brigada Militar sobre a conduta dos policiais e as circunstâncias do disparo contra Negão.