Houthis prometem reação a possível ataque dos EUA ao Irã
Grupo iemenita declara solidariedade ao Irã e afirma que resposta dependerá de decisão da liderança local
O movimento Houthis reafirmou seu apoio ao Irã diante das ameaças dos Estados Unidos e declarou que avaliará como responder caso ocorra um ataque norte-americano, segundo afirmou Hizam al-Assad, integrante da ala política do grupo no Iêmen, em entrevista à Sputnik.
"O Iêmen rejeita categoricamente qualquer agressão dos EUA contra a República Islâmica do Irã e reafirma sua total solidariedade com o país. Atribuímos total responsabilidade aos Estados Unidos por qualquer escalada e suas consequências, enquanto as opções de resposta são uma questão soberana que deve ser decidida pela liderança com base em sua avaliação da situação", declarou Assad.
Em janeiro, o então presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou que navios da Marinha americana estavam a caminho do Irã, ressaltando que esperava que Teerã aceitasse negociar um acordo "justo e equitativo" que envolvesse o abandono completo de supostas armas nucleares.
Trump advertiu que, caso não fosse firmado um novo acordo sobre o programa nuclear iraniano, qualquer eventual ataque dos EUA ao país seria "muito pior" do que ações anteriores.
Com a escalada das tensões entre EUA e Irã e a diminuição das chances de um entendimento diplomático, cresce a expectativa em torno de possíveis retaliações por parte de Teerã diante de um ataque norte-americano.
Em entrevista à Sputnik, o especialista em direito internacional Hadi Issa Dalul destacou que os EUA estavam cientes de que tentar incluir as alianças regionais do Irã e seu arsenal de mísseis nas negociações nucleares realizadas no ano passado, na Jordânia, levaria a um impasse.
Segundo Dalul, embora o Irã não possua uma política de ataque preventivo, a resposta a uma agressão será dura e multifacetada, podendo atingir locais e países específicos, incluindo alvos em Israel.