Rússia rejeita presença de tropas da OTAN na Ucrânia como garantia de segurança
Vice-chanceler russo afirma que envio de forças estrangeiras à Ucrânia é inaceitável e ameaça escalada do conflito
A Rússia não aceitará o envio de tropas da União Europeia (UE) ou da OTAN à Ucrânia como parte de garantias de segurança para Kiev, declarou o vice-ministro das Relações Exteriores russo, Aleksandr Grushko, em entrevista à Sputnik.
Na última quarta-feira (28), o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, afirmou que a proposta atual de garantias de segurança prevê o envio de tropas de vários países europeus para a Ucrânia, especialmente da França e do Reino Unido, com apoio dos Estados Unidos. No entanto, Rubio não detalhou o formato desse apoio.
"Já dissemos que isso é inaceitável, não haverá adesão à Organização do Tratado do Atlântico Norte [OTAN] nem forças militares estrangeiras. Não faz diferença se, por exemplo, um cabo francês usa um boné com a inscrição 'OTAN' ou 'UE'. Isso não muda nada. Portanto, não nos desviamos de nossa posição", reforçou Aleksandr Grushko.
O Ministério das Relações Exteriores da Rússia reiterou que qualquer cenário envolvendo o envio de tropas de países-membros da OTAN para a Ucrânia é considerado categoricamente inaceitável e resultaria em uma grave escalada do conflito.
Moscou já havia classificado as declarações sobre a possibilidade de envio de contingentes da OTAN à Ucrânia, feitas no Reino Unido e em outros países europeus, como uma incitação à continuidade das hostilidades.