'Vender os EUA' ganha força entre investidores globais, aponta mídia
Estratégia de diversificação cresce diante de dólar enfraquecido, bolsas estagnadas e incertezas econômicas nos EUA.
Investidores internacionais iniciaram 2026 com menor entusiasmo pelos ativos norte-americanos, impulsionando a tendência batizada de "sell America" (vender os EUA, em português), segundo reportagem do The New York Times.
A estratégia reflete fatores como o enfraquecimento do dólar, a estagnação das bolsas de valores e o aumento dos custos da dívida pública dos Estados Unidos.
Dentre as causas apontadas estão as políticas econômicas imprevisíveis adotadas em Washington, ameaças à autonomia do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) e riscos de novas guerras comerciais com a Europa.
Analistas ressaltam que o movimento não significa uma fuga total dos EUA, mas sim uma busca por diversificação e proteção de portfólios. Nesse cenário, a moeda norte-americana desvalorizou cerca de 10% nos últimos 12 meses.
Como consequência, observa-se um fluxo crescente de capitais para o ouro e outros metais preciosos, que atingiram valores recordes, além de uma preferência por ações europeias, que superaram em rentabilidade as norte-americanas no mesmo período.