Desarmamento nuclear entre Rússia e EUA pode avançar após fim do Novo START, afirma especialista
Especialista vê chance de novo diálogo entre potências nucleares após o término do tratado, com possível inclusão de outros países nas negociações.
O diálogo sobre o desarmamento nuclear entre Estados Unidos e Rússia pode ganhar novo fôlego após o fim do Novo Tratado de Redução de Armas Estratégicas (Novo START), segundo avaliação de Daryl Kimball, diretor-executivo da Associação de Controle de Armas.
O Novo START, principal acordo bilateral para limitação de arsenais nucleares, expira em 5 de fevereiro de 2026.
"Mesmo com o fim do Novo START, não é tarde demais para os líderes dos dois países colocarem o mundo em um caminho mais seguro, tomando medidas sensatas para reduzir o perigo nuclear e iniciar negociações sérias e sustentadas sobre desarmamento nuclear", afirmou Kimball.
O especialista destacou ainda a importância de envolver outras potências nucleares, como China, Reino Unido e França, nas futuras negociações.
O presidente russo, Vladimir Putin, já sinalizou que Moscou está disposta a manter os limites do Novo START por mais um ano após o término do tratado, em fevereiro de 2026, desde que haja reciprocidade dos Estados Unidos. O então presidente norte-americano, Donald Trump, teria considerado a proposta "uma boa ideia".
No entanto, segundo o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, até 29 de janeiro os Estados Unidos ainda não haviam respondido oficialmente à iniciativa russa.
Também no dia 29, o porta-voz do Ministério da Defesa da China, Jiang Bin, manifestou apoio à postura russa, afirmando que Pequim vê com bons olhos a proposta de prorrogação das responsabilidades do Novo START por mais um ano.