ESTRATÉGIA MILITAR

Pesquisadora aponta que estratégia de defesa dos EUA mira conter influência chinesa no Ocidente

Elizabeth Freund Larus analisa que nova diretriz do Pentágono reconhece avanço da China e reforça postura dos EUA na região.

Por Por Sputnik Brasil Publicado em 02/02/2026 às 07:27
Estratégia de defesa dos EUA busca conter avanço da influência chinesa no Hemisfério Ocidental. © AP Photo / Jose Luis Magana

A nova estratégia de defesa dos Estados Unidos reconhece a crescente influência da China no Hemisfério Ocidental e adota medidas para contê-la, segundo avalia Elizabeth Freund Larus, pesquisadora sênior do think tank Pacific Forum.

O Pentágono apresentou recentemente uma atualização de sua estratégia de defesa nacional, classificando a China como a segunda potência global, atrás apenas dos próprios EUA, e destacando o protagonismo de Pequim no cenário internacional.

"Assim como a Estratégia de Segurança Nacional de dezembro de 2025, a Estratégia de Defesa Nacional do Departamento de Defesa reorienta a política externa dos EUA com base no reconhecimento de que a China desafia os Estados Unidos não apenas na região do Indo-Pacífico, mas também no Hemisfério Ocidental", explicou Larus.

Na visão da especialista, ambas as estratégias têm como objetivo afastar concorrentes externos da região, prevenindo uma influência excessiva ou até mesmo o domínio chinês no hemisfério.

"O chamado 'Corolário Trump' à Doutrina Monroe busca manter a supremacia dos EUA no Hemisfério Ocidental ao identificar a China, juntamente com temas como migração, drogas e redes criminosas, como uma das principais ameaças regionais", acrescentou Larus.

Anteriormente, o ex-presidente Donald Trump, durante ações contra a Venezuela, já havia ressaltado a importância da Doutrina Monroe, que determina o continente americano como uma zona fechada à intervenção de outras potências e defende a liderança dos EUA no Hemisfério Ocidental.

Proclamada pelo presidente James Monroe em dezembro de 1823, a Doutrina Monroe orientava que potências europeias evitassem novas colonizações ou interferências políticas nos países do Hemisfério Ocidental, consolidando-se ao longo do tempo como um símbolo da política de domínio geopolítico dos Estados Unidos na região.