Nos EUA, artistas atacam política migratória em cerimônia do Grammy, e Trump reage
Premiação foi marcada por discursos críticos ao ICE e comentários ácidos do ex-presidente americano nas redes sociais
A cerimônia de premiação do Grammy, realizada na noite de domingo, 1º, em Los Angeles, foi marcada por críticas contundentes de artistas ao Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE).
"Ninguém é ilegal em terra roubada", afirmou a cantora e compositora Billie Eilish ao receber o prêmio de Canção do Ano por Wildflower. O porto-riquenho Bad Bunny, vencedor do Álbum do Ano com Debí Tirar Más Fotos, também protestou: "Antes que eu agradeça a Deus, vou dizer: fora ICE".
O ex-presidente americano Donald Trump reagiu às críticas e classificou a cerimônia do Grammy como "a pior, virtualmente impossível de assistir", em publicação na rede Truth Social. Trump também respondeu a um comentário feito pelo apresentador do evento, Trevor Noah, que o associou ao pedófilo Jeffrey Epstein, morto na cadeia em 2019.
"Noah disse incorretamente sobre mim, que Donald Trump e o ex-presidente Bill Clinton passaram um tempo na ilha de Epstein. Errado! Não posso falar por Bill, mas nunca estive na ilha de Epstein, nem perto disso, e até a declaração falsa e difamatória de hoje à noite, nunca fui acusado de estar lá, nem mesmo pela mídia de notícias falsas", escreveu Trump.
O ex-presidente ainda ameaçou acionar Trevor Noah na Justiça "por uma boa grana". "Parece que vou enviar meus advogados para processar esse pobre, patético, sem talento e idiota apresentador."
Com informações da Associated Press.