ECONOMIA

IPC-S da FGV avança 0,59% em janeiro e supera expectativas do mercado

Índice acelera em relação a dezembro e acumula alta de 4,6% em 12 meses; educação e combustíveis puxam aumento

Publicado em 02/02/2026 às 08:32
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial Nano Banana (Google Imagen)

O Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S), calculado pela Fundação Getulio Vargas (FGV), fechou janeiro com alta de 0,59%. O resultado representa uma aceleração em relação à terceira quadrissemana do mês, que registrou avanço de 0,49%, e também supera o índice de dezembro, de 0,28%.

Com o desempenho de janeiro, o IPC-S acumula valorização de 4,6% nos últimos 12 meses.

O resultado do mês ficou acima do teto das estimativas da pesquisa Projeções Broadcast, que apontava variação entre 0,53% e 0,56%, com mediana de 0,55%.

Cinco dos oito grupos que compõem o IPC-S apresentaram acréscimo na passagem da terceira para a quarta quadrissemana de janeiro: Transportes (de 0,86% para 1,18%), Habitação (de 0,06% para 0,23%), Despesas Diversas (de 0,19% para 0,23%), Saúde e Cuidados Pessoais (de 0,44% para 0,46%) e Educação, Leitura e Recreação (de 1,14% para 1,16%).

Em contrapartida, o grupo Vestuário intensificou a queda (de -0,39% para -0,62%), enquanto Alimentação (0,70%) e Comunicação (0,0%) mantiveram as mesmas taxas da última apuração.

Principais influências

Entre os itens que mais pressionaram o índice para cima destacam-se: curso de ensino fundamental (de 3,83% para 6,03%), gasolina (de 1,14% para 1,69%), curso de ensino superior (de 3,43% para 4,81%), tarifa de ônibus urbano (de 4,01% para 4,04%) e tomate (de 17,89% para 19,40%).

Já as maiores influências de baixa vieram de passagem aérea (de -4,50% para -11,49%), tarifa de eletricidade residencial (de -2,95% para -2,84%), leite longa vida (de -2,83% para -3,09%), ovos (de -5,70% para -6,21%) e tarifa de táxi (de -2,12% para -5,60%).