Dólar oscila e recua após ajuste a moedas emergentes
Moeda norte-americana chegou a subir, mas perdeu força com valorização de pares como peso chileno e mexicano.
Após recuar 4,45% em janeiro, o dólar iniciou a sessão desta segunda-feira, 2, com leve alta no mercado à vista, acompanhando o movimento de valorização frente a moedas desenvolvidas, como o iene. No entanto, pouco depois, o dólar à vista passou a cair, ajustando-se à valorização de moedas emergentes, como o peso chileno e o peso mexicano.
Os juros futuros operam próximos da estabilidade, atentos ao comportamento do dólar e à queda dos rendimentos dos Treasuries, influenciados pela cautela geopolítica e pela paralisação parcial do governo dos Estados Unidos.
Investidores também monitoram a redução das projeções do mercado para a inflação no Brasil, enquanto aguardam a retomada dos trabalhos no Congresso e no Judiciário nesta segunda-feira, além da divulgação da ata da última reunião do Copom. O documento trará detalhes sobre a manutenção da Selic em 15% e possíveis sinais de início do ciclo de cortes em março. Na sexta-feira, o mercado apontava 68% de chance de corte inicial de 0,50 ponto percentual.
A projeção suavizada para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) nos 12 meses à frente recuou de 4,01% para 3,99%, segundo o Boletim Focus. A mediana do IPCA para 2026 também caiu de 4,0% para 3,99%, ficando abaixo do teto da meta, enquanto as medianas para 2027, 2028 e 2029 permanecem em 3,80% e 3,50%, respectivamente.
Por outro lado, o Índice de Preços ao Consumidor - Semanal (IPC-S) subiu 0,59% em janeiro, acelerando ante os 0,28% registrados em dezembro, conforme dados da FGV. O resultado ficou acima do teto das projeções do mercado (0,56%; mediana 0,55%).
O Índice de Confiança Empresarial (ICE) avançou 0,5 ponto em janeiro frente a dezembro, marcando o quinto mês consecutivo de alta e alcançando 92,5 pontos na série com ajuste sazonal, segundo o Ibre/FGV.
Um estudo do banco Santander aponta que o índice de desconforto econômico do Brasil deve atingir o menor nível histórico no primeiro semestre deste ano.
Nos Estados Unidos, o presidente da Câmara, Mike Johnson, enfrenta dificuldades para aprovar um pacote de financiamento e encerrar o shutdown parcial, em meio a disputas sobre as operações do ICE, que ganharam destaque nacional após a morte de dois civis em protestos em Minneapolis.
A CME Clearing anunciou aumento das exigências de margem para contratos de ouro, prata, platina e paládio na Comex e Nymex, citando revisão da volatilidade para garantir colateral adequado. As novas regras entram em vigor após o fechamento desta segunda-feira.
Na China, os PMIs do setor de manufatura vieram bem abaixo do esperado em janeiro, reforçando os sinais de desaceleração econômica.
Por volta das 9h45, o dólar à vista registrava mínima de R$ 5,2390, com queda de 0,16%.