DEFESA E POLÍTICA

Orçamento francês libera aumento dos gastos militares prometidos por Macron

Aprovação do orçamento permite expansão dos investimentos em defesa, apesar de impasses no Parlamento e cortes em outros setores.

Publicado em 02/02/2026 às 09:58
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial Nano Banana (Google Imagen)

O orçamento atrasado da França para 2024 deve ser aprovado nesta segunda-feira, 2, abrindo caminho para o aumento dos gastos militares prometido pelo presidente Emmanuel Macron, em resposta às ameaças relacionadas à guerra da Rússia na Ucrânia e aos conflitos no Oriente Médio.

A aprovação encerra um processo turbulento de meses, marcado por profundas divisões em um Parlamento fragmentado, incapaz de chegar a um consenso. O primeiro-ministro Sébastien Lecornu utilizou um dispositivo constitucional para aprovar o texto sem votação formal e deve enfrentar duas moções de censura previstas para esta noite.

Macron comprometeu-se a ampliar os investimentos em defesa para enfrentar riscos que vão da Rússia e da proliferação nuclear ao terrorismo e aos ciberataques. Embora uma lei de emergência tenha evitado um shutdown em dezembro, apenas o orçamento completo de 2026 garante recursos suficientes para as Forças Armadas.

O Ministério da Defesa receberá 6,7 bilhões de euros adicionais em relação a 2025, enquanto outros setores do governo enfrentarão contenção de gastos. Entre as entregas previstas estão um novo submarino nuclear, 362 veículos blindados e novos mísseis Aster, além do lançamento de um serviço militar voluntário para jovens de 18 e 19 anos.

O governo busca reduzir o déficit fiscal para 5% do PIB, ante 5,4% em 2025, sob pressão da União Europeia e de agências de classificação de risco. Sem maioria no Parlamento, Lecornu cedeu em pontos aos socialistas, como a suspensão da impopular reforma da Previdência que aumentava a idade de aposentadoria.

O déficit estatal está estimado em 131,9 bilhões de euros. Empresas enfrentarão aumento de impostos, incluindo uma taxa extra sobre grandes lucros, com previsão de arrecadação de 7,3 bilhões de euros em 2026.

No último ano de mandato, Macron tem se afastado da política doméstica e focado em temas internacionais, como garantias de segurança à Ucrânia e defesa europeia. Recentemente, ganhou destaque ao criticar indiretamente as ameaças tarifárias do presidente dos EUA, Donald Trump.

Fonte: Associated Press*

*Conteúdo elaborado com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.